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sábado, 19 de fevereiro de 2005
2º Capítulo
Somente parado.
Mas vá, já caminhei um pouco. E bem mais do que os meus 13 centímetros. Deus, como eu gostaria de ser um pouco maior, nem que fosse 5 centímetros. Seria outra pessoa, sério mesmo. Talvez não fosse corcunda, ia andar sempre pra frente. Mostrar pra todo mundo o "grande pacote" que eu carrego no meio das pernas. Sabe, quando eu tô muito excitado, muito mesmo, acho que chega a uns 14 cm, mas isso é raro. Acho que só quando penso na Alice.
Ela me deixa louco! Nunca gostei de uma garota assim. Pra ser sincero, nunca gostei de ninguém. Os meus amigos (uns idiotas excluídos como eu) são poucos e eu nem os considero pessoas importantes pra mim. Se sumissem nem sentiria falta. O importante sou eu, não eles. Tá, a Alice é importante também. Já senti algo por outras meninas, mas é coisa passageira. Tão rápido como um orgasmo. Não sei se é com todo mundo, mas eu sinto uma sensação tão ruim depois de gozar. Algo como se aquilo não fosse necessário, sem contar a sujeira que faz. Eca, vou mudar de assunto, começou a ficar nojento.
Cheguei em frente a casa dela umas 9 da manhã, hoje é feriado e não temos aula. Foi um sacrificio danado achar o endereço. Tive que abrir a sua bolsa e procurar o endereço. Cara, como isso me deu medo. Cagão, cagão, cagão! Mas consegui. Só não entendo o motivo disso. Passar esse medo por uma putinha, mesmo que sendo gostosa. Devia deixar de pensar com a cabeça do pau.
Deve ser umas 10h30. Tá tudo parado, devem estar me imitando. Gosto desse clima de feriado. Fica tudo parado, consigo prestar atenção nas coisas. Por um dia não sou escravo do relógio. Como eu odeio acordar de manhã. De manhã uma ova, porque ainda é noite. Que raiva. Queria estudar a noite, mas meus pais são contra. Acham perigoso. Caralho, perigoso o cacete. Se eu morrer não faria diferença alguma. Seria uns 2.500 paus todo mês de sobra, sem contar o seguro de vida que daria uma bolada pela minha morte. Mas não vou morrer, não por enquanto, não daria esse gostinho a eles.
Pronto, dessa posição eu consigo vê-la direitinho. Acho que vou ficar mais um pouco observando. Ela é tão bonita lendo. Mesmo que seja Capricho, Marie Claire ou coisas do tipo. Poxa, pelo menos ela sabe ler. Viram só, ela não é tão burra! Não tanto quanto parece. Sabe, as pessoas não são tão burras assim, basta dar um empurrãozinho, mostrar que a vida não é só essa nata que flutua sobre essas pessoas.
Tô parado. Ela também. Nascemos um para o outro, realmente...
[postado por JAMY - 03:25:54]
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Sem nome - 1º Capítulo
Estou parado.
Já faz tempo. Não quero me distanciar. Muitos menos aproximar. Não sei, talvez seja medo. De ser visto, de não ser visto. A verdade é que aqui me parece ser um bom lugar pra ficar parado. Não canso. Pra falar a verdade até tem uma brisa gostosa aqui. Vou ficar olhando. Apenas olhando. Não vai dar em nada. Nunca deu em nada. Se eu já tentei? Não. Mas importa realmente? Veja como sou: baixo, magrelo, meu pau tem 13 centímetros (nunca tomei banho na frente de outros meninos), minha pele tem um sério problema de acne, sou um merda, nunca conseguiria. Ah, tenho cabelos lisos, herdei dos meus pais, única coisa de fato aproveitável de herança. Seria ótimo se eles morressem, gastaria toda a pouca grana que esses porras têm. Seria ótimo também descobrir que sou adotado. Claro, adotado por uma família rica. De preferência morta. O caralho que iria suportar mais parentes filhos da puta tentando me controlar. O caralho!
Continuo parado. Que merda. Por quê raios inventei de vir aqui. Eu sei que não falaria. Por que as pessoas possuem esse sentimento de esperança, porra? Só me fodem, acabo tendo um pouco dessa praga. Muito mais produtivo uma péssima notícia na cara do que um desgraçado tentando lhe dizer de forma mais agradável. Pro inferno com isso. Basta, vou falar com ela. Preciso, não vou ficar mais parado. Cansei de ser um merda.
Alice. Essa puta. Puta gostosa. Desde sempre pago um pau, desde sempre quero comer essa mina. Deve ser rodada, já a vi com tantos cretinos. Já perdi a conta de quantas vezes eu bati pra ela. Como é bom imaginar ela em cima de mim. Aposto minha vida que ela sempre deixa raspadinha. Ela é dessas que sempre quer estar pronta pra quando pintar a oportunidade de fuder. Porra, só de pensar nela fico com um tesão enorme. Meus 13 centímetros apontando pro alto. Há, que piada. Mas a verdade é que o meu sonho é comer essa puta. Puta gostosa.
Adivinha? To parado ainda. Sou muito cagão. Tenho um medo danado de levar um não, ou de ouvir a verdade. Sempre fui assim. Sempre vou ser um merda. Certa vez tentaram me levar pra um psicológo de merda. Não consigo confiar nesse bando de corno. Ficam anotando aquela merda de papel e nos tratando como coisa, nem ao menos ouvem nossa história. Odeio. Mas eu ía. E não dizia nada. Apenas ía por saber que o meu pai gastava uma grana preta. Ele quis, ele que pague. Tô pouco me fudendo. Sabe de uma coisa, cansei. Vou falar com ela.
[postado por JAMY - 03:34:15]
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005
Eu voltei
Me deu vontade recomeçar o blog.
Pra ser franco eu não sei o que escrever, apenas sei que quero escrever. Deve ser umas 6 da manhã, era pra eu estar numa lotação em direção ao metrô artur alvin. Mas não, não vou, muito menos quero. É semana de trote, apesar de ter a certeza que o trote não exista mais, afinal, estou em plena quinta-feira. Não quero ir também por outro motivo: não é onde eu gostaria de estar. Gostaria de não levar em consideração o que as revistas que analisam as faculdades pensam e dissertam. É algo perturbador, estar em um lugar que não está lá. É claro que há muita falcatrua, mas mesmo assim. O meu inconsciente acredita nessa bobagem. Que droga.
Gostaria de ter uma metralhadora. Poder atirar em cada filha da puta que me passa na rua e me irrita. Seria ótimo. Um dia deveria fazer isso. Pra que serve o livre arbitrio, não é mesmo? Ultimamente muitos vem me enchendo o saco pela minha falta de crença em Deus e no cara barbudo, aquele tal Jesus.
Porra, qual é a merda do problema em não acreditar? Filhos da puta.
Essa merda de Igreja virou moda. De verdade, sem brincadeira. Vê se alguns anos esses filhos da puta iam pra Igreja. Quem era evangélico era visto como um cretino, um radical, uma pessoa realmente estranha. Ninguém queria isso pra familia alguma. Claro, um grande responsável disso é a situação econômica, as pessoas gostam de apelar pro "Divino" quando não há mais salvação. Só assim mesmo.
Agora vejo tantos por aí dizendo que a vida deles é Jesus. Besteira. Dúvido que isso vá durar. É algo passageiro, como eu disse, apenas uma moda. E toda moda é passageira. Eu sei bem disso, é o que eu estudo. Já me passou pela cabeça fazer Teologia. Acredito que não há ninguém melhor do que um ateu estudando religiões. Não há radicalismo na minha mente, não acredito em nenhuma.
Faz sentido. Talvez eu faça.
E se você pensa que sou um grande ateu filho da puta, você está certo. Não tiro sua razão. Mas você tem que concordar que é deveras complicado assumir. Desde criança é imposto que você deve acreditar em Jesus. Alguém lhe perguntou em que você queria acreditar? NÃO. Lhe ensinaram que é assim e você tem que acreditar. Desde quando Jesus quis isso, algo imposto. Você deve descobrir e acreditar. Eu ainda não o descobri. Talvez quando eu morrer. Mas acho impossível, não existe nada depois.
Faço uma pergunta: se não existisse punições legais e morais, você mataria alguém? Seja fraco, não me venha com demagogia. Eu aposto que sim. Eu não mato por esse simples motivo, não gostaria de piorar minha situação. Já sou um merda dum adolescente que não tem dinheiro, mora com os pais e não recebe respeito por parte de ninguém.
Falando em familia, a única pessoa por quem eu tenho estima é a minha mãe. O resto poderia morrer. Não faria muita falta. Sério. Nunca fizeram nada por mim. E se fizeram garanto que foi pura obrigação, nunca por espontanea vontade. Engraçado é que eu acabei virando praticamente um deles. Que ironia mais filha da puta.
E eu cansei de escrever.
[postado por JAMY - 05:55:42]
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segunda-feira, 15 de novembro de 2004
Minha história - Parte 3
Amigos, aliado ao emagrecimento e a toda "sociabilidade" adquirida, aconteceu a minha 2ª Revolução: os "MARAVILHOSOS EVENTOS DE ANIME E MANGÁ". A partir de 2002 entrei no mundo OTAKU. Ia em todos os eventos, todos mesmo, acabei conhecendo inúmeras pessoas. Achava o máximo, toda aquela cultura pop japonesa reunida entre pessoas que gostam da mesma coisa que você.
Tudo era lindo e perfeito, desde as brincadeiras, os shows, os stands, a apresentação dos cosplays (cheguei até a ir numa costureira fazer o meu, mas não virou). Até das filas gigantescas eu gostava. A minha balada eram os eventos. Que saudade.
E foi a partir disso que eu dei o meu 1º beijo. Conheci uma menina (que num primeiro momento não dei bola) e resolvi investir. Ela era legal, mas acho que o desespero em ter quase 17 e ainda não ter beijado foi maior. Qualquer uma ia. Era só pra inaugurar. (coitada dela se ler isso =P)
Mas durou pouco, levei bota. Fiquei mal. Durante um dia apenas!
No dia seguinte eu fiquei com outra! Que era infinitamente mais bonita e gostosa. Cara, eu tava nas nuvens! Achei que ia ser o catador, só me faltava inaugurar, depois disso eu ia fazer a festa! Mas, infelizmente, durou pouco também. Ela morava no interior. Fiquei mal de novo, péssimo, durante 1 mês.
Até que numa festa eu conheci outra garota.
Que viria a ser a minha 1ª namorada. Maior burrada que eu fiz. Éramos tão diferentes um do outro, tão distantes socialmente e psicologicamente. Até hoje não entendi o meu sofrimento por algo tão inútil. Mentira, eu sei sim. Será que eu conto? Tá, eu conto.
[postado por JAMY - 02:04:04]
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Minha história - parte 2
E tudo começou a mudar quando, depois de muito insistir, o meu pai comprou um computador. Foi uma mudança enorme. Pense numa Revolução Industrial. Pensou? Então aumente 10 vezes, foi mais ou menos isso. E você se pergunta:
- Porra, num é agora que ele fica + nerd ainda?
Claro! Eu concordo inteiramente com você, mas o fato é que o PC não veio pra me tirar da sociedade, e sim incluir! Sim, meus caros, eu descobri o ICQ. E amava tanto quanto tudo o que eu já amei. Foi daí que eu consegui relacionar-me mais profudamente com as pessoas.
Afinal, é muito mais fácil dizer "EU TE AMO" por texto, concorda?
[Pausa pra falar sobre Instant Messenger`s]
Fala a verdade, isso revolucionou a vida de todo mundo. Pela 1º vez na sua vida você pôde deixar a sua timidez de lado. Pela 1º você disse o que pensava. Pela 1º você acreditou ser uma pessoa, e que tinha amigos! É lindo, suplime, fabuloso.
A vida de mais ninguém foi a mesma.
[Pronto, acabei a reflexão]
Eu só ficava no PC. E por conta disso acabei emagrecendo súbitamente. Acabei ficando magro. Sério! Eu era como um usuário de cocaína: não se alimenta, cheira até o último pó e fica subnutrido. Abandonei o videogame também, não porque eu não queria mais jogar, mas sim porque me enojava jogar PLAY 1. QUE COISA HORRÍVEL ULTRAPASSADA. Decidi que só voltaria a jogar quando comprasse algo mais moderno.
Mas... e o DINHEIRO? Por isso não jogo até hoje.
[postado por JAMY - 02:03:48]
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Minha história - Parte 1
Engraçado. Quando eu tinha 15 anos, eu era TOTALMENTE diferente do que sou hoje. Não só fisicamente, mas intelectualmente também. De um garoto feio/horríve/gordo/chato passei pra um "feio arrumadinho".
Foi um progresso grande.
Pra você que sempre foi gordo quando criança, era comum ouvir aquela frase clichê dos pais: "Ah, quando ele entrar na adolescência ele emagrece, num vê fulano de tal? Então." Nunca acreditei nisso, sempre achei que ia ser escroto (não que hoje eu não seja, que fique bem claro).
E dos 13 aos 16 +-, eu tinha consciência do meu futuro negro, e por essa razão não fazia nada pra mudar. Minha vida, basicamente, era:
- Jogar Bola (até que jogava bem)
- Jogar Videogame (o dia todo)
- Ver seriados americanos
- Ler mangás compulsivamente
Bom, reparando bem, eu não mudei esses costumes. Ainda faço tudo, mas de forma um pouco mais moderada. Era um garoto deprimido, triste com a vida. Tinha pouquíssimos amigos. FESTAS? Nunca era chamado. Como eu aguentava isso? Só Winning Eleven que me tirava da foça.
A mudança veio quando eu pensei decididamente:
- Porra, preciso de uma namorada. Até hoje não fiquei com ninguém. Desse jeito eu vou perder a virgindade com 25 anos! DEUS DO CÉU!
E a partir disso começou. (continua)
***
Amanhã eu coloco o resto da minha biografia.
[postado por JAMY - 01:49:19]
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domingo, 4 de julho de 2004
Só pra o blog não ser deletado
Sem a mínima vontade de escrever algo, sem a mínima vontade de comunicar-me com vocês, leitores insanos. Sem vontade de fazer tudo e nada. Acabei de acordar e as ramelas no meu olho me impossibilitam de enxergar o "Q" da questão. Oh, céus. Oh, vida.
E deixe estar, porque o seu dia, enfim, chegará. Deixe estar.
[postado por JAMY - 19:34:19]
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domingo, 6 de junho de 2004
Essa é a minha namorada...
E eu a amo demais.
[postado por JAMY - 22:52:49]
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sexta-feira, 21 de maio de 2004
DICA DE LEITURA
VÃO LER MEU FOTOLOG:
http://www.fotolog.net/mark123
Porque esse eu atualizo (quase) todo dia. Vale a pena.
[postado por JAMY - 20:34:41]
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sábado, 8 de maio de 2004
Dica
Visite HTTP://ARTEDARK.TRIPOD.COM, e sinta-se feliz.
[postado por JAMY - 19:25:36]
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